domingo, 25 de outubro de 2026
SAÚDE

Como manter uma rotina saudável durante o inverno no Rio Grande do Sul

Veja como manter uma rotina saudável durante o inverno no Rio Grande do Sul, com orientações sobre vacinação, alimentação, hidratação, exercícios, sono, ventilação dos ambientes e sinais de alerta.

Manter uma rotina saudável no inverno exige alguns ajustes nos hábitos diários. No Rio Grande do Sul, a queda das temperaturas, a circulação de massas de ar frio e a permanência maior em ambientes fechados podem favorecer problemas respiratórios, ressecamento da pele e redução da disposição para atividades físicas.

O inverno também pode aumentar o risco de agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e infecciosas, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. O Ministério da Saúde recomenda atenção redobrada durante períodos de frio intenso, principalmente para grupos mais vulneráveis. (miniapps.saude.gov.br)

Adotar uma rotina organizada ajuda a preservar a saúde sem exigir mudanças radicais. Alimentação equilibrada, hidratação, sono adequado, movimento corporal e vacinação são medidas que podem ser incorporadas ao dia a dia.

Por que o inverno exige mais atenção no Rio Grande do Sul

Durante os meses frios, as pessoas tendem a manter portas e janelas fechadas por mais tempo. Essa redução da ventilação pode facilitar a circulação de vírus respiratórios em locais compartilhados. A combinação entre temperaturas baixas, ambientes fechados e maior proximidade entre as pessoas está associada ao aumento de infecções como gripe, resfriados e covid-19.

O frio também pode contribuir para crises de rinite, asma e bronquite, além de piorar sintomas como tosse, congestão nasal e irritação na garganta. Em algumas situações, a baixa umidade do ar favorece o ressecamento das mucosas, da pele e dos olhos. (bvsms.saude.gov.br)

No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual da Saúde mantém ações específicas para o período de maior circulação de vírus respiratórios, com atenção às imunizações, à vigilância epidemiológica e ao atendimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. (saude.rs.gov.br)

Mantenha a hidratação mesmo com menos sede

No frio, a sensação de sede pode diminuir, mas o organismo continua precisando de líquidos. A ingestão regular de água ajuda no funcionamento do corpo e contribui para evitar o ressecamento das mucosas, que pode causar desconforto no nariz e na garganta.

Uma forma prática de manter esse hábito é deixar uma garrafa de água à vista durante o trabalho, os estudos ou as atividades em casa. Chás sem excesso de açúcar, leite e caldos também podem fazer parte da rotina, mas não devem substituir completamente a água.

Pessoas idosas precisam de atenção especial, pois podem sentir menos sede e apresentar maior risco de desidratação. Crianças, gestantes e indivíduos com doenças crônicas também devem seguir as orientações de seus profissionais de saúde.

Priorize uma alimentação equilibrada

O inverno pode aumentar a vontade de consumir alimentos mais calóricos, como frituras, massas, doces e produtos ultraprocessados. Esses itens podem fazer parte da alimentação eventualmente, mas não devem ocupar o lugar de frutas, verduras, legumes, feijões, cereais e fontes adequadas de proteína.

Uma alimentação variada fornece nutrientes importantes para a manutenção do organismo. Sopas e ensopados preparados com legumes, verduras, grãos e carnes magras podem ser alternativas nutritivas para os dias frios. Para evitar excesso de sal e gordura, é preferível preparar as refeições em casa sempre que possível.

Frutas da estação, sementes, ovos, leite e derivados, feijão, lentilha e carnes podem ajudar a diversificar o cardápio. Não existe alimento isolado capaz de impedir infecções. O mais importante é manter um padrão alimentar equilibrado ao longo do tempo.

Quem tem diabetes, hipertensão, doença renal, alergias alimentares ou outra condição de saúde deve seguir o plano alimentar indicado por profissional habilitado, sem adotar dietas restritivas por conta própria.

Continue fazendo atividade física

O frio pode diminuir a disposição para sair de casa, mas a atividade física regular contribui para a saúde física e mental. Caminhadas, bicicleta, dança, exercícios de força, alongamentos e outras práticas podem ser adaptadas ao espaço disponível e às condições de cada pessoa.

Antes de começar, faça um aquecimento gradual, principalmente em dias muito frios. Roupas adequadas ajudam a proteger o corpo sem dificultar os movimentos. Em atividades ao ar livre, prefira horários com temperaturas mais amenas e observe as condições do tempo.

Quem está parado há muito tempo, tem doença cardiovascular, problema respiratório, dor persistente ou outra condição clínica deve buscar orientação profissional antes de iniciar exercícios mais intensos.

Mesmo pequenas mudanças são úteis. Levantar-se em intervalos regulares, subir escadas quando for seguro e fazer alongamentos durante o dia ajudam a reduzir o tempo sentado.

Cuide do sono e da saúde mental

Uma rotina de sono regular favorece a recuperação do organismo e ajuda a manter a disposição. Sempre que possível, tente dormir e acordar em horários semelhantes, reduza o uso de telas antes de deitar e mantenha o quarto confortável, silencioso e bem arejado.

O inverno também pode alterar o humor e reduzir a vontade de conviver ou realizar atividades. Manter contato com familiares e amigos, reservar tempo para lazer e preservar uma rotina de compromissos pode ajudar a evitar o isolamento.

Sensação persistente de tristeza, ansiedade intensa, falta de energia, alterações importantes no sono ou dificuldade para realizar tarefas cotidianas merecem atenção. Nesses casos, procure uma unidade de saúde ou um profissional de saúde mental.

Ventile os ambientes e reduza o risco de infecções

Mesmo nos dias frios, abra portas ou janelas por alguns minutos para renovar o ar, especialmente em quartos, salas, escolas, locais de trabalho e outros espaços compartilhados. A ventilação reduz a concentração de partículas no ambiente e ajuda a diminuir o risco de transmissão de vírus respiratórios.

Lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel quando não houver pia disponível também é uma medida importante. Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com o antebraço ou com um lenço descartável. Evite compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal.

Se houver sintomas respiratórios, como tosse, febre, dor de garganta ou coriza, evite contato próximo com pessoas vulneráveis e busque orientação conforme a intensidade do quadro. O uso de máscara pode ser recomendado em situações específicas, especialmente quando há sintomas ou contato com pessoas de maior risco.

Verifique a vacinação

A vacinação é uma das principais formas de reduzir o risco de complicações por doenças respiratórias. No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual da Saúde inclui o estímulo à vacinação contra influenza e covid-19 entre as medidas de prevenção durante o período de maior circulação de vírus. (saude.rs.gov.br)

Confira a situação da carteira de vacinação e procure uma unidade do Sistema Único de Saúde para saber quais imunizantes estão disponíveis para o seu grupo. A indicação pode variar conforme idade, condição de saúde, gestação, profissão e campanhas em andamento.

Não é necessário esperar o surgimento de sintomas para buscar informação. Pessoas que cuidam de crianças, idosos ou indivíduos com doenças crônicas devem manter atenção especial ao calendário vacinal.

Proteja a pele, os olhos e as vias respiratórias

O vento e as baixas temperaturas podem ressecar a pele e os lábios. Banhos muito quentes e demorados podem intensificar o ressecamento. Prefira água morna, evite esfregar a pele com força e use hidratante após o banho, conforme a tolerância e a necessidade.

O nariz também pode ficar irritado em períodos de ar seco. A limpeza das mãos e a hidratação adequada ajudam no cuidado geral, mas produtos ou medicamentos para o nariz devem ser usados com orientação, principalmente em crianças.

Em ambientes com fumaça, poeira ou poluição, pessoas com asma, rinite e outras doenças respiratórias podem apresentar piora dos sintomas. Evite fumaça de cigarro, queimadas e o uso de qualquer produto ou prática que possa irritar as vias respiratórias.

Tenha atenção aos grupos mais vulneráveis

Crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças cardíacas, diabetes ou imunidade comprometida podem ter maior risco de complicações durante o frio. Também precisam de cuidados especiais as pessoas em situação de rua e aquelas que vivem em moradias com pouca proteção térmica.

Familiares e cuidadores devem observar mudanças no comportamento, na alimentação, na respiração e no nível de disposição. Manter os ambientes aquecidos com segurança é importante, mas nunca se deve utilizar equipamentos que produzam fumaça ou gases em locais fechados sem ventilação adequada.

Quando procurar atendimento

Febre persistente, falta de ar, dor ou pressão no peito, confusão mental, lábios arroxeados, sonolência intensa, piora rápida dos sintomas ou dificuldade para se alimentar e beber líquidos são sinais que exigem avaliação de saúde.

Em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas, a procura por atendimento deve ser ainda mais cuidadosa diante de qualquer agravamento. Em situações de emergência, acione o serviço de urgência disponível na sua região.

Também é importante não iniciar antibióticos, corticoides ou outros medicamentos por conta própria. Esses tratamentos dependem da avaliação do caso e podem causar efeitos adversos quando usados de forma inadequada.

Checklist para uma rotina saudável no inverno

  • Beba água ao longo do dia, mesmo sem sentir muita sede.
  • Mantenha uma alimentação variada, com frutas, verduras, legumes e fontes de proteína.
  • Faça atividade física de forma regular e compatível com sua condição de saúde.
  • Ventile os ambientes diariamente, inclusive em dias frios.
  • Lave as mãos com frequência e pratique etiqueta respiratória.
  • Confira se as vacinas recomendadas estão em dia.
  • Proteja a pele do vento e evite banhos muito quentes e demorados.
  • Preserve horários regulares de sono e momentos de convivência.
  • Observe com atenção crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
  • Procure atendimento diante de sinais de gravidade ou piora dos sintomas.

Com medidas simples e consistentes, é possível manter uma rotina saudável no inverno no Rio Grande do Sul. O objetivo não é evitar completamente o frio, mas reduzir os riscos, preservar hábitos importantes e buscar ajuda quando os sinais indicarem necessidade.