segunda-feira, 26 de outubro de 2026
SAÚDE

A importância da vacinação em cada faixa etária no Rio Grande do Sul

A vacinação é importante em todas as fases da vida. Saiba quais cuidados devem ser observados por crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos no Rio Grande do Sul e como manter a caderneta atualizada.

A importância da vacinação acompanha todas as fases da vida. No Rio Grande do Sul, as ações de imunização seguem as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, com oferta gratuita de vacinas nas unidades públicas de saúde conforme a idade, o histórico vacinal e as condições de cada pessoa.

As vacinas ajudam a prevenir doenças graves, reduzir hospitalizações e evitar a circulação de vírus e bactérias na comunidade. Além de proteger quem recebe a dose, a imunização contribui para proteger bebês, idosos e pessoas que não podem ser vacinadas por orientação médica. O Calendário Nacional de Vacinação é atualizado periodicamente e deve ser consultado antes da aplicação.

Por que a vacinação é importante em todas as idades

A proteção oferecida por uma vacina pode começar nos primeiros dias de vida e continuar durante a infância, a adolescência e a fase adulta. Algumas vacinas exigem mais de uma dose, reforços ou atualização conforme o tempo passa. Por isso, não basta ter recebido vacinas na infância: a situação deve ser acompanhada ao longo da vida.

A imunização também tem impacto coletivo. Quando mais pessoas estão protegidas, diminui a possibilidade de transmissão de doenças e de ocorrência de surtos. Esse efeito é especialmente relevante em locais de grande circulação, escolas, ambientes de trabalho, instituições de longa permanência e serviços de saúde.

O Ministério da Saúde informa que as vacinas disponíveis no Calendário Nacional são seguras e essenciais para prevenir enfermidades que podem causar complicações, sequelas e mortes. Em caso de dúvida sobre uma dose, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação da caderneta.

Vacinação de bebês e crianças

Os primeiros anos de vida concentram várias vacinas porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e a criança pode ficar mais vulnerável a infecções. A vacinação começa, em geral, ao nascer, com doses como BCG e hepatite B, e prossegue nos meses seguintes de acordo com os intervalos definidos pelo calendário.

Na infância, estão previstas vacinas que protegem contra doenças como tuberculose em suas formas graves, hepatite B, poliomielite, rotavírus, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, varicela e hepatite A, entre outras. O esquema exato depende da idade e das doses já registradas.

O atraso de uma dose não significa, necessariamente, que todo o esquema precise ser reiniciado. As doses anteriores devem ser consideradas pelo profissional de saúde, que indicará como completar a proteção. A ausência da caderneta também não impede a busca por atendimento: a unidade pode orientar a emissão de uma nova via e verificar os registros disponíveis.

Para as famílias, uma medida prática é conferir a caderneta sempre que a criança passar por consulta, visitar a unidade de saúde ou ingressar em uma nova etapa escolar. A atualização evita que doses importantes sejam esquecidas.

Adolescentes e jovens também precisam se vacinar

A adolescência não encerra a necessidade de imunização. Nessa fase, o calendário prevê vacinas e reforços importantes para manter a proteção adquirida na infância e prevenir doenças que podem surgir ou ser transmitidas na vida adulta.

Entre as principais orientações estão a vacina contra o HPV, indicada para a faixa etária definida pelo calendário, além de vacinas contra meningite, hepatite B, difteria, tétano, febre amarela e sarampo, caxumba e rubéola, conforme o histórico de cada pessoa. A vacina contra a dengue também pode ser indicada para determinados grupos e locais, de acordo com as estratégias vigentes do Ministério da Saúde.

A vacina contra o HPV é uma medida de prevenção contra infecções causadas pelo papilomavírus humano e doenças relacionadas ao vírus, incluindo alguns tipos de câncer. O ideal é que a aplicação ocorra na faixa etária recomendada, mas pessoas com doses atrasadas devem procurar a unidade de saúde para saber se ainda podem completar o esquema.

Também é importante que adolescentes que praticam esportes, viajam, trabalham ou iniciam atividades em ambientes com maior circulação de pessoas mantenham o cartão de vacinação atualizado. Algumas situações específicas podem exigir avaliação individual ou vacinas previstas para grupos de risco.

Vacinação de adultos

Adultos entre 25 e 59 anos também devem verificar regularmente a situação vacinal. É comum que essa faixa etária deixe de acompanhar a caderneta por não frequentar os serviços de saúde com a mesma regularidade das crianças. Mesmo assim, doses de reforço e vacinas não recebidas continuam sendo necessárias.

O calendário de adultos contempla, conforme a idade e o histórico vacinal, vacinas como hepatite B, difteria e tétano, febre amarela e tríplice viral. A indicação pode mudar para trabalhadores da saúde, profissionais expostos a determinados riscos, pessoas que vivem em áreas específicas, viajantes e indivíduos com condições clínicas especiais.

A vacina contra influenza é ofertada de acordo com as campanhas e os grupos prioritários definidos pelo poder público. Já a vacinação contra a Covid-19 segue as recomendações vigentes para os diferentes públicos. Como essas orientações podem ser atualizadas, é importante consultar os canais oficiais do Ministério da Saúde, da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul ou da prefeitura.

Antes de uma viagem, a pessoa deve conferir a situação vacinal com antecedência. Algumas vacinas exigem mais de uma dose ou precisam ser aplicadas determinado período antes do deslocamento. O planejamento também permite identificar exigências sanitárias para destinos específicos.

Gestantes: proteção para a mãe e o bebê

A vacinação durante a gestação deve seguir orientação profissional e o Calendário Nacional de Vacinação. Algumas vacinas são recomendadas porque ajudam a proteger a gestante e também oferecem proteção ao bebê nos primeiros meses de vida, quando ele ainda é muito pequeno para receber determinadas doses.

O calendário de 2026 prevê, entre outras orientações, a vacina dTpa a partir da 20ª semana de gestação, em cada gravidez, para proteção contra difteria, tétano e coqueluche. Também há recomendação da vacina contra o vírus sincicial respiratório a partir da 28ª semana, conforme as normas do Ministério da Saúde e a disponibilidade na rede pública.

A vacinação contra influenza e Covid-19 pode ser indicada conforme as regras vigentes para gestantes. Já outras vacinas dependem de avaliação individual, especialmente quando há doença crônica, uso de medicamentos ou situação de risco epidemiológico.

A gestante deve levar a caderneta às consultas de pré-natal. Em caso de dúvida sobre uma vacina, não é recomendável tomar ou deixar de tomar a dose por conta própria. A equipe de saúde avaliará o momento adequado e os benefícios esperados.

Idosos precisam manter a proteção atualizada

Com o envelhecimento, aumenta o risco de complicações provocadas por algumas infecções. Por isso, pessoas com 60 anos ou mais devem verificar as vacinas indicadas para a idade e para suas condições de saúde, mesmo que tenham recebido muitas doses na infância.

A vacinação contra influenza e Covid-19 é especialmente relevante para a prevenção de formas graves, hospitalizações e mortes em grupos mais vulneráveis. O calendário também prevê vacinas como pneumocócica, hepatite B, difteria e tétano, conforme o histórico vacinal e as indicações específicas.

Idosos que vivem em instituições de longa permanência, têm doenças crônicas ou fazem tratamentos que reduzem a imunidade podem precisar de orientações diferenciadas. Nesses casos, a equipe da unidade de saúde deve avaliar a indicação e o local adequado para a aplicação.

O que fazer quando há doses atrasadas

A primeira medida é procurar uma unidade básica de saúde, sala de vacinação ou outro serviço habilitado pelo município. O profissional verificará a caderneta, os registros disponíveis e a idade da pessoa para indicar as doses necessárias.

  • Leve a caderneta ou o cartão de vacinação, se estiver disponível.
  • Informe doenças, alergias, gravidez, uso de medicamentos e tratamentos em andamento.
  • Não reinicie um esquema por conta própria; a equipe avaliará as doses já recebidas.
  • Pergunte quais vacinas ainda faltam e qual é o intervalo recomendado entre as doses.
  • Guarde o comprovante atualizado junto aos documentos pessoais.

O Ministério da Saúde orienta que a falta do cartão não deve impedir a busca pelo serviço. No Rio Grande do Sul, a população pode consultar as orientações da Secretaria Estadual da Saúde e procurar a rede municipal para confirmar horários, documentos exigidos e disponibilidade das vacinas.

Cuidados após a aplicação

Depois da vacinação, podem ocorrer reações leves, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação, além de febre baixa ou mal-estar. Esses efeitos costumam ser passageiros, mas a pessoa deve seguir as orientações recebidas no serviço de saúde.

Reações intensas, persistentes ou inesperadas devem ser comunicadas à unidade onde a vacina foi aplicada ou a um serviço de saúde. Pessoas com histórico de alergia grave a algum componente, imunossupressão ou condição clínica específica devem informar a equipe antes da aplicação para receber a orientação adequada.

Onde buscar informação confiável no Rio Grande do Sul

As vacinas de rotina do SUS são oferecidas em unidades municipais, conforme a organização de cada cidade. Campanhas e estratégias especiais podem ampliar ou alterar temporariamente os públicos atendidos. Por isso, é importante confirmar a oferta diretamente com a Secretaria Municipal de Saúde ou com a unidade mais próxima.

As informações oficiais sobre esquemas, faixas etárias e grupos prioritários estão disponíveis no portal de vacinação do Ministério da Saúde e nos canais da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul. A caderneta atualizada continua sendo a principal ferramenta para acompanhar a proteção individual.

Manter a vacinação em dia é uma forma simples de reduzir riscos em todas as etapas da vida. Crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos devem ter o próprio histórico avaliado, porque as necessidades mudam conforme a idade, as condições de saúde e as orientações oficiais em vigor.