domingo, 25 de outubro de 2026
Política

PL 3038/26 prevê descanso remunerado e adicional para cinco categorias da saúde

O Projeto de Lei 3038/26 estabelece piso salarial de R$ 3.624 para cinco categorias de apoio à saúde, além de regras para jornada, horas extras, trabalho noturno e períodos de repouso. A proposta ainda será analisada por três comissões da Câmara dos Deputados.
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O Projeto de Lei 3038/26 estabelece um conjunto de regras nacionais para cinco categorias de apoio à saúde. A proposta fixa piso salarial de R$ 3.624 para profissionais com jornada de 20 horas semanais, prevê adicional de 50% para trabalho noturno e horas extras e garante períodos de repouso durante o expediente.

O texto está em análise na Câmara dos Deputados e ainda precisa passar por três comissões antes de seguir para as etapas seguintes da tramitação. Para entrar em vigor, o projeto também terá de ser aprovado pelo Senado.

Piso será proporcional à jornada

De acordo com a proposta, o valor de R$ 3.624 corresponde à jornada de 20 horas por semana. O cálculo deverá ser proporcional ao número de horas contratadas, respeitado o limite máximo de 40 horas semanais.

O projeto alcança auxiliares de laboratório e de radiologia, internos de serviço médico ou odontológico, técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal (TSB) e Auxiliares em Saúde Bucal (ASB).

Para trabalhadores da iniciativa privada e empregados públicos, o reajuste do piso ocorreria anualmente, em 1º de janeiro, conforme a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No caso dos servidores estatutários, a atualização dependeria de lei específica do respectivo ente federativo.

Regras para jornada e períodos de descanso

Além de estabelecer uma referência salarial, o PL 3038/26 define parâmetros para a jornada de trabalho. A duração normal prevista é de quatro horas por dia, com possibilidade de acréscimo de até duas horas extras mediante acordo escrito ou em situações de força maior.

O trabalho noturno e as horas extras teriam remuneração 50% superior ao valor da hora normal. A proposta também estabelece um limite diário de seis horas para o profissional que atuar para mais de um empregador, considerando a soma das jornadas.

Outro ponto previsto é o repouso de dez minutos a cada 90 minutos de trabalho. A medida integra o conjunto de regras destinadas às categorias incluídas no projeto.

Financiamento no setor público

Para custear a aplicação da medida no setor público, o texto prevê a utilização de recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Na justificativa, o deputado Alfredinho (PT-SP), autor da proposta, cita dados da Frente Nacional em Defesa dos Técnicos e Auxiliares em Saúde Bucal. Segundo as informações mencionadas no projeto, o país tem mais de 400 mil técnicos e auxiliares no setor, além de milhares de profissionais que atuam em laboratório e radiologia.

O deputado afirma que essas categorias ainda não possuem piso salarial legal próprio e permanecem submetidas às regras gerais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e às negociações coletivas.

Próximas etapas na Câmara

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se for aprovada nas comissões, conforme as regras da tramitação conclusiva, o texto poderá avançar sem passar pelo plenário da Câmara, salvo as hipóteses regimentais que levem o projeto à votação. Para se tornar lei, no entanto, ainda será necessária a aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias.

Foto: Bruno Concha/Secom-Salvador.